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Promoção de saúde passa pelo gerenciamento

A Vivo, empresa operadora de telefonia celular, atua fortemente na assistência à saúde de seus colaboradores, que totalizam mais de 15 mil vidas (somando funcionários e dependentes), pois acredita que este investimento tem um significado estratégico. E esta ação não se restringe a adoção de um pacote de benefícios saúde, mas também um gerenciamento e acompanhamento próximo por parte da equipe de saúde, além do estímulo a prática de um estilo de vida mais saudável.

Veja a seguir a entrevista com o diretor de saúde da empresa, Michel Daud Filho, que fala sobre as práticas e tendências da saúde corporativa.

Como a Vivo atua em relação à saúde de seus funcionários?

Daud - Entendemos nós, dentro da Vivo, que a saúde assistencial é uma boa qualidade de assistência à saúde e odontológica, um programa de medicamentos extensivo a nossos funcionários e dependentes, que dão uma substancial força e precede a ações de promoção de saúde.

Não acredito que seja possível fazer prevenção a doenças ou promoção de saúde se você não tiver uma qualificação forte em relação ao plano de saúde que você contratou, além de um grande suporte da operadora e da consultoria.

Entendo também que a proximidade e a relação médico-paciente é primordial, por isso, nosso modelo tem 30 funcionários e 10 ambulatórios no Brasil todo. Além disso, cruzamos as informações dos relatórios das operadoras de saúde, dos nossos ambulatórios como também as informações coletadas junto aos gestores para termos um quadro mais completo em relação às pessoas que são acometidas por problemas de saúde, que são críticos ou até de uma maneira grave. Mas nosso grande objetivo neste processo é estar próximo, acompanhar e dar o atendimento. Este é o escopo principal do trabalho.

Com relação à qualidade de vida, as empresas têm hoje programas extremamente interessantes: campanhas voltadas à saúde, academias, estímulo ao lazer, com teatro e cinema etc. Nós acreditamos, e este é o grande diferencial da nossa organização, que para uma efetiva qualidade de vida é preciso que haja uma mudança de hábito e estilo de vida, quer dizer, o autogerenciamento das pessoas. Se elas não souberem dormir bem, comer bem, administrar o tempo, estes programas não terão validade.

Por isso, nós buscamos uma mudança de cultura, que não é fácil.

A Vivo enxerga a saúde dos funcionários como um investimento estratégico?

Daud - Sem dúvida. É um investimento extremamente forte e estratégico. Acredito que a saúde dentro das empresas, só com relação ao pacote de benefícios, já representa em torno de 80% do peso do pacote, com ele você consegue fidelizar e reter o funcionário através de uma boa qualidade de assistência à saúde, e, principalmente, se você tiver uma posição forte junto aos funcionários e seus familiares, com um acompanhamento e pró-atividade, você vai reduzir os seus custos.

É importante que os funcionários conheçam o verdadeiro custo destes benefícios e que eles vejam o impacto da saúde deles no resultado da empresa?

Daud - Sim, mas acho que conhecer talvez não seja o caso, porque acho que vale muito para as empresas primeiro mostrar a valorização da saúde, isto é muito importante, mostrar para os funcionários que a empresa se preocupa com eles e com seus familiares. Adotar o discurso de "um dos meios fortes de nós investirmos em nosso colaborador é através da saúde". Então, se a empresa detém uma qualidade de assistência à saúde e odontológica é porque ela investe nisto. Mas também não adianta só você boa qualidade de assistência à saúde, uma boa operadora de saúde, uma corretora ou consultoria que dê um suporte, especificamente forte como tenho, e também o envolvimento, a participação, a vontade e sensibilidade de entender o que os funcionários necessitam e participar junto com eles. É mais ou menos assim: você gerir com eles o processo de doença, como também o processo de promoção de saúde, quer dizer, uma participação extremamente efetiva junto aos funcionários e seus dependentes. Você nunca sairá perdendo, com toda certeza.

Como você vê o futuro da saúde corporativa?

Daud - Vejo com bastante otimismo, porque hoje o grande executivo que contrata um plano de saúde, e às vezes, nem é o profissional de RH, sabe que, se ele compra um produto saúde por R$ 70,00, não gerir adequadamente, com uma equipe interna, com a corretora e com a própria operadora, este vai custo vai aumentar muito. Por exemplo, um funcionário apresenta um quadro abdominal, entra para uma cirurgia, e ao invés de ficar 30 dias afastado, ele fica 60 ou 90 dias; sendo um profissional qualificado ou não, você terá que investir no treinamento de outros profissionais, este é o chamado custo indireto. Hoje os executivos estão entendendo que eles não pagam este valor acordado, eles pagam o ônus de um custo indireto, caso não haja, obviamente, um gerenciamento muito mais forte. E isto é uma questão que está sendo muito forte. A outra questão é a área de RH fortalecer o que é o benefício saúde dentro dos seus pacotes, entender realmente que a saúde é um parceiro extremante grande e um dividendo estratégico para a organização divulgar isso, o grande diferencial é você participar, atuar em conjunto.

A educação tem um papel fundamental para esta mudança de atitude dos funcionários, para a adoção de um melhor estilo de vida e uso adequado da assistência médica?

Daud - Vamos começar falando assistência médica. Como falei antes, é muito importante a atuação do grupo saúde junto aos funcionários, pois acaba virando uma boa de neve de informações, exercitando este tipo de ação. Além das informações sobre os problemas que podem estar acontecendo, nós somos acionados para evitar problemas corriqueiros, tipo "Eu estou precisando de um ortopedista, onde eu vou procurar?", e nós orientamos: "Procure este profissional". Isto é uma coisa que comumente acontece. Este é o nível de informação. Em breve teremos também a saúde on line, na intranet, que é um software de gestão e orientação em saúde, com o qual a gente vai inserir a ferramenta básica ocupacional, isto é, ali estará inserida toda a legislação brasileira, para que a gente possa, desde os ambulatórios, regularizar toda a parte ocupacional, e também passar informações sobre saúde, armazenar e gerenciar, inclusive, os exames individuais e até convocar as pessoas para seus exames periódicos. Uma novidade é que com este software, teremos um programa de liberação de cirurgias refrativas. Vamos estabelecer a possibilidade das pessoas inserirem as características de seus problemas oculares e, a partir daí, elas entrarão num ranking para a concessão de cirurgia, baseado em critérios técnicos. Se aprovada, o funcionário irá procurar um oftalmologista indicado por nós e se submeter a cirurgia. Com isso, você não tem impacto nos seus custos, porque você está liberando aquilo que sua sinistralidade pode prever e os seus funcionários ficam satisfeitos.

A questão da educação é fundamental?

Daud - É um grande caminho, que passa primeiro pelo conhecimento do serviço que você está executando. É preciso vender o meu produto para meu cliente interno, isto porque não adianta impor, não existe esta história de que o sindicato obriga, porque só funcionará se você for ao encontro das necessidades do seu colaborador.

Que conselhos você daria para um profissional que queria implementar um programa de promoção de saúde?

Daud - O que entendo é que existem fases preceituais para você chegar a um grande programa, que é estabelecer uma boa qualidade de assistência à saúde, uma boa operadora de saúde, uma corretora ou consultoria que dê um suporte, especificamente forte como tenho, e também o envolvimento, a participação, a vontade e sensibilidade de entender o que os funcionários necessitam e participar junto com eles. É mais ou menos assim: você gerir com eles o processo de doença, como também o processo de promoção de saúde, quer dizer, uma participação extremamente efetiva junto aos funcionários e seus dependentes. Você nunca sairá perdendo, com toda certeza.

Como você vê o futuro da saúde corporativa?

Daud - Vejo com bastante otimismo, porque hoje o grande executivo que contrata um plano de saúde, e às vezes, nem é o profissional de RH, sabe que, se ele compra um produto saúde por R$ 70,00, não gerir adequadamente, com uma equipe interna, com a corretora e com a própria operadora, este vai custo vai aumentar muito. Por exemplo, um funcionário apresenta um quadro abdominal, entra para uma cirurgia, e ao invés de ficar 30 dias afastado, ele fica 60 ou 90 dias; sendo um profissional qualificado ou não, você terá que investir no treinamento de outros profissionais, este é o chamado custo indireto. Hoje os executivos estão entendendo que eles não pagam este valor acordado, eles pagam o ônus de um custo indireto, caso não haja, obviamente, um gerenciamento muito mais forte. E isto é uma questão que está sendo muito forte. A outra questão é a área de RH fortalecer o que é o benefício saúde dentro dos seus pacotes, entender realmente que a saúde é um parceiro extremante grande e um dividendo estratégico para a organização.

Michel Daud Filho, diretor de saúde da VIVO.

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