PESQUISA MUNDIAL EM PROMOÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR NO AMBIENTE CORPORATIVO - Buck Consultants e CPH Health

Panorama geral
Em Maio de 2009 a CPH Health foi escolhida pela Buck Consultants para coordenar no Brasil uma pesquisa sobre Estratégias de Promoção de Saúde e Bem–Estar no ambiente de trabalho.
Em parceria com a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) enviamos um questionário especifico para empresas de diversos segmentos e obtivemos um retorno de 153 empresas, representando 250.000 empregados (média de 1640 empregados por empresa).
O questionário investigou as tendências emergentes em programas de bem-estar e promoção de saúde, patrocinados por empregadores. Ao explorar áreas como estratégia, elaboração, objetivos, incentivos, mensuração, avaliação e comunicação dos programas, a pesquisa buscou conhecer sobre como empregadores implementam e avaliam iniciativas estratégicas de bem-estar. A pesquisa de 2009 avaliou também o impacto da atual crise econômica sobre as iniciativas de bem-estar mantidas pelos empregadores.
Este ano, o questionário foi oferecido em 10 idiomas via internet. Em todo o mundo, 1.100 organizações de 45 países, representando mais de 10 milhões de funcionários, responderam a pesquisa. A participação foi de profissionais de nível sênior ou médio, responsáveis pela estratégia corporativa de saúde ou bem-estar.
Os resultados apontam as tendências e os insights emergentes sobre os programas de promoção de saúde e bem-estar patrocinados por empregadores. O relatório completo contém detalhes amplos e uma análise mais profunda sobre: prevalência, objetivos, componentes, estratégias motivacionais, comunicação, mensuração e resultados financeiros dos programas. As empresas participantes também compartilharam seus maiores sucessos, além de suas visões para o futuro de seus programas de bem-estar.
Prevalência de programas
Embora a maioria dos empregadores ofereça (ou apóie localmente, nas suas comunidades) pelo menos um programa de promoção da boa saúde da sua força de trabalho, estratégias de bem-estar documentadas não são universalmente adotadas. 64% das 1.103 organizações que participaram da pesquisa indicaram que têm uma estratégia de bem-estar (um aumento, considerando-se os 60% do ano passado e os 40% de 2007). Entretanto, dois terços dos empregadores que têm uma estratégia de bem-estar não a implementaram completamente.
Entre os empregadores multinacionais (organizações que empregam trabalhadores em múltiplos países), 41% têm uma estratégia global e 48% têm propriedade e responsabilidade pelo bem-estar centralizadas globalmente, um aumento expressivo em relação aos 22% do ano passado.
Programas de bem-estar são mais prevalentes na América do Norte, onde são oferecidos por 77% dos empregadores participantes, mas a popularidade da promoção da saúde pelos empregadores está crescendo no restante do mundo todo, apesar das atuais condições econômicas.
Objetivos estratégicos e relativos à saúde
Os objetivos estratégicos mais comuns das iniciativas de bem-estar em todo o mundo são a melhoria da produtividade e a redução da "presença de trabalhadores doentes" (quando os funcionários não estão plenamente produtivos devido a questões pessoais de saúde). Embora esse objetivo tenha tido uma classificação alta nas pesquisas passadas (segundo ou terceiro em prioridade na maioria das regiões), este ano os participantes em cinco de sete regiões do mundo o classificaram em primeiro lugar, o que reflete uma correlação percebida mais sólida entre trabalhadores mais saudáveis e o desempenho das empresas.
Entre os empregadores nos Estados Unidos, o principal objetivo continua a ser a redução dos custos com a saúde - uma anomalia em comparação às outras seis regiões, mas algo que não chega a ser uma surpresa. As preocupações a respeito da competitividade global têm colocado crescente pressão sobre os empregadores nos Estados Unidos para que reduzam o ônus financeiro de proporcionar benefícios de saúde. Os participantes na Ásia identificaram a melhoria no moral e no engajamento no local de trabalho como sua primeira prioridade. Podem-se resumir os três principais objetivos dos programas de bem-estar como sendo a redução das faltas de funcionários devido a doenças ou invalidez e a manutenção da capacidade para o trabalho.
Tabela Um: Principais objetivos estratégicos dos programas de bem-estar - por região
Tabela Dois: Principais riscos ou questões de saúde que impulsionam as estratégias de bem-estar - por região
Tabela Três: Principais elementos de programas de bem-estar – por região
Tabela Quatro: Elementos de programa de bem-estar que mais crescem – por região
Mensuração e resultados financeiros
Uma das descobertas mais curiosas da pesquisa é que, mundialmente, apenas 22% dos empregadores pesquisados usam mensurações financeiras para validar o sucesso de seus programas de bem-estar.
Organizações maiores (aquelas com mais de 10.000 funcionários) têm mais probabilidade de mensurar os resultados, e o mesmo acontece com empregadores latino-americanos, asiáticos e norte-americanos.
Tais variações podem ser parcialmente explicadas pelas diferenças em prioridades estratégicas. Por exemplo, empregadores em alguns países enfatizam as mensurações financeiras, enquanto em outros países concentram-se no moral dos funcionários. Mais perceptível é que nos Estados Unidos (onde o controle dos custos com saúde é o principal impulsionador estratégico para o bem-estar) 42% dos respondentes já mensuraram o efeito dos programas de bem-estar sobre seu índice de tendência de
custo com cuidados com a saúde. Desses empregadores, 43% informam uma redução, normalmente dois a cinco pontos percentuais de tendência, por ano.
Ainda assim, parece haver lacunas entre as metas dos empregadores para as suas iniciativas de bem-estar e sua capacidade de mensurar ou demonstrar seu sucesso. O fato de que as organizações continuam a oferecer programas de bem-estar sugere que elas mantêm o compromisso com o valor desses programas. Até certo ponto, os empregadores podem também reconhecer que a economia resultante de mudanças em saúde e comportamento pode levar anos para se manifestar.
Impacto da crise econômica
As atuais condições econômicas levaram 24% dos participantes a reduzir serviços de bem-estar.
Contudo, 19% aumentaram tais serviços, talvez para ajudar os funcionários e suas famílias a lidar com os aspectos pessoais da crise.
Restrições orçamentárias para os programas de bem-estar são geralmente consistentes com outros cortes de orçamento, ou menores. O bem-estar parece estar se mantendo como uma prioridade organizacional.
Conclusão
Os resultados desta pesquisa fornecem forte comprovação de que os empregadores estão reconhecendo, cada vez mais, o valor da saúde e do bem-estar dos funcionários para suas organizações e para seu pessoal. Continua a tendência de uma globalização mais acentuada dos programas de bemestar, assim como uma maior ênfase na melhoria da produtividade dos trabalhadores através da promoção da saúde.
Não obstante as diferenças de objetivos e abordagens entre as regiões, mais acentuadamente entre os Estados Unidos e as outras regiões, parece certa a contínua expansão global das iniciativas de promoção de saúde, apesar da crise econômica e dos desafios que os empregadores enfrentam na quantificação do sucesso de suas iniciativas.
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