ÍNDICE DE CAPACIDADE FUNCIONAL – PORQUE NÃO UTILIZÁ-LO?



Produtividade tem uma variedade de conotações e definições no mundo corporativo. Cada uma delas apresenta diferentes perspectivas que podem ou não ter relevância com saúde.


Existe uma conexão lógica entre saúde, capacidade funcional, desempenho e produtividade desempenho profissional. Qualquer pessoa que tenha tentado se concentrar no trabalho com uma forte dor de cabeça ou dores costais, que tenha coordenado uma reunião com depressão, sabe que a performance é prejudicada quando esses problemas estão presentes.


Com isso fica claro que além dos custos diretos, existem substanciais custos indiretos devido à má saúde do empregado. Estudos da HERO mostram que os custos indiretos estão acima de 50%, e que o estilo de vida não saudável contribui para custos mais altos de assistência medica. Esse estudo também mostra que empregados de alto risco apresentam custos médicos maiores para fatores como depressão (70%), stress (46%), glicemia (35%), sobrepeso (21%), fumo (20%), pressão arterial (12%), e vida sedentária (10%) quando comparados a indivíduos de baixo risco para esses mesmo fatores. Por outro lado, os custos indiretos associados, tais como absenteísmo, presenteismo, menor produtividade, aumento da rotatividade, motivação do empregado, etc não são tão percebidos na hora de pagar a conta da saude. O futuro do sistema tem um alto risco e provavelmente não sobreviverá se mantiver esse mesmo modelo.


Até agora, a principal estratégia da maioria das empresas (e sem sucesso) para reduzir a taxa de crescimento dos custos de assistência médica tem sido a transferência de parte desses custos para o empregado. Isto pode manter o fluxo de caixa ainda por um tempo, mas é pouco para aliviar a pressão que impulsiona as despesas para patamares cada vez mais altos levando no final a um custo insustentável. Na realidade, estão procurando mudar o percurso para evitar o congestionamento e nada mais que isso.


Felizmente, existe uma estratégia bem melhor para ser seguida, que aponta para a causa mais importante desses custos cada vez mais altos da “não muito boa e cada vez pior” saúde de muitos empregados. Esses custos crescentes são meramente o sintoma dessa condição, e partilhar custos é somente um paliativo para aliviar os sintomas. Os defeitos estruturais e operacionais no modo como a assistência médica é oferecida e paga, são os responsáveis e precisam ser “consertados”. Uma boa estratégia é aquela que olha para a causa, procurando evitar custos ao invés de se esforçar para controlá-los. É chamada de “Gestão de Saúde da População” que permite às empresas uma abordagem de melhoria na saúde de seus empregados como sistematicamente fazem em outras questões do negócio – com estratégia clara e plano tático coerente para conseguir bom resultado.


A maioria dos empregadores não entende que a saúde do empregado é uma estratégia de negócio, mesmo quando existe o risco de tirar alguns deles do mercado. Continuam a vê-la como custo administrativo e não como valor, e devotam esforços para diminuir os gastos no beneficio saúde – sem considerar o efeito na saúde e conseqüentemente no desempenho do trabalho.


Uma boa estratégia para abordar esse cenário é a avaliação da capacidade funcional e o consequente desempenho, pilares do bem-estar, não obstante se deterioram se os devidos cuidados não forem tomados. Diversos fatores afetam essas habilidades e podemos contribuir para a manutenção das mesmas através do estilo de vida e do meio ambiente onde vivemos. Não podem ser medidos objetivamente por meio de uma simples ferramenta. Sempre requerem uma avalição baseada em dados obtidos de diferentes fontes. A avalição pessoal do próprio individuo é tão importante quanto a avalição de especialistas na área.

O indice de habilidade no trabalho é um produto de pesquisas destinado para o uso prático na saúde ocupacional, assim como um suporte para a manutenção da saúde. Ele descreve a avaliação do próprio individuo quanto à sua capacidade de trabalho e tem relação direta com resultados de exames clínicos. Um estudo do Finnish Institute of Occupational Health afirma que esse índice traduz de forma segura os achados na capacidade trabalho de diferentes grupos ocupacionais. É indicado para apoio ao empregado e, pode ser usado em qualquer momento para ajudar a assegurar que medidas corretas estão sendo tomadas para a manutenção da capacidade de trabalho, da saúde e do desempenho. Contribui para determinar quais pessoas necessitam do suporte da saúde ocupacional e assim estabelecer condições para prevenir lesões e manter o desempenho.


É um instrumento simples e fácil de usar pela medicina do trabalho e seu resultado usados como acompanhamento de individuos ou de grupos de individuos. Seus dados são confidenciais e a abordagem individual pode ser usado para a assistência médica ocupacional.


O índice de capacidade de trabalho (ICT) forma a base para medidas adicionais em relação à boa saúde e permite ao pessoal da área ocupacional em cooperação com o empregado, desenhar um programa individual para manter o indivíduo saudável e funcional. Atividades para manter essa condição beneficiam tanto empregados quanto empregadores.


Esse instrumento revela o quanto o colaborador é capaz de realizar seu trabalho e seu resultado é baseado em respostas a uma série de questões que levam em consideração as demandas físicas e mentais do trabalho e os recursos e o estado de saúde do respondente. O colaborador preenche um questionário antes de sua entrevista/consulta com o profissional da saúde ocupacional que classifica as respostas de acordo com as instruções do questionário. O resultado é baseado num escore e de acordo com ele a classificação é feita

Com esse escore, o médico ocupacional é capaz de identificar precocemente individuos que necessitam medidas de apoio. O resultado também pode predizer ameaças de futuras incapacidades e absenteismo.


INFORMAÇÕES na Web: Finnish Institute of Occupational Health - https://www.ttl.fi/en/about-us


Esta ação estratégica é relevante nesse momento corporativo e deverá fazer parte de protocolos ocupacionais em um futuro próximo. Go ahead

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