A AVALANCHE DE APLICATIVOS DE SAÚDE


Uma incrível quantidade de aplicativos de saúde inunda o mercado.

Muitos falham porque não conseguem obter uma massa crítica de engajamento por parte dos usuários. Se os desenhos não forem reconsiderados e simplificados, a grande maioria sofrerá o mesmo destino.

O histórico nos mostra que o único meio desses aplicativos terem sucesso é a simplicidade e, demonstrar imediatamente seu valor oferecendo interação e customização com e para o usuário. Apesar de que 94% dos consumidores utilizam ou estão dispostos a usar tecnologia para monitorar seu estilo de vida e sinais vitais, 85% deles concordam que é difícil manter o uso por um tempo prolongado, apesar de perceberem que o uso fortalece o engajamento com a atenção à saúde.

Se as pessoas não forem educadas e motivadas em relação à gestão pessoal da própria saúde, ter aplicativos é como ter um avião e não saber ou não ter vontade de pilotá-lo. A resistência existe tanto pela cultura não orientada para a saúde quanto pela dificuldade do ser humano em criar hábitos e sair de sua zona de conforto. O ponto chave não é o aplicativo, mas a mudança de hábitos e isso é imprevisível.

Um bom aplicativo deve ser simples, porém abrangente em suas funcionalidades, oferecendo também incentivos para sua utilização. Eles têm impacto positivo em hábitos e resultados clínicos quando bem desenhados. Melhoram a experiência dos usuários e a comunicação com o médico.

A frase “existe um aplicativo para tudo” soa verdadeira pelo número crescente de aplicativos para celulares. Sem exagero centenas de milhares estão disponíveis no mercado e sua efetividade varia consideravelmente. Enquanto a minoria é desenvolvida baseada nas teorias cientificas em conjunto com experts em saúde, a maioria não o é. Não existe uma teoria formal para o desenvolvimento de apps interativos em saúde e, o desenvolvimento é especialmente dificil quando mensagens complexas são necessárias tais como na promoção de saúde e na prevenção de doenças. A literatura passa a noção que eles podem ser benéficos para a saúde e alguns especialistas e advogados da tecnologia predizem que em algum dia eles serão prescritos como se fossem medicamentos.

Apesar do potencial benefício, no caso de mensagens complexas, a maioria dos conteúdos é desenvolvida com fins comerciais enquanto que as empresas de saúde estão defasadas nesse campo.

A efetividade pode variar se seu desenvolvimento não for baseado nas teorias de mudança, empregar fundamentos científicos e envolver especialistas em saúde. Até hoje muito tem sido feito no desenho envolvendo a mudança de comportamento, mas ainda as pesquisas são limitadas nesse domínio.

Recomendações:

  • Simplicidade

  • Multidisciplinar

  • Recompensas por comportamentos saudáveis

  • Desenho interativo

  • Motivador, pois quando se gosta se repete e aí, o hábito acontece

  • Mensagens customizadas

Conclusão:

As pesquisas mostram que a interação mais as mensagens explícitas e customizadas são os tópicos que engajam, podendo trazer a prevenção e a promoção mais próximas aos consumidores.

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