COMO ESTÁ A RELAÇÃO DINÂMICA ENTRE EMPREGADORES E PROVEDORES?


Emergências naturalmente atraem atenção e recursos — a resposta ao Covid-19 não é exceção. Entretanto os problemas expostos pela pandemia indicam necessidade urgente de se preparar para os próximos capítulos dessa crise, que incluem nova onda da virose, dívidas e escassez. Também destacam a oportunidade de desenvolvimento de um sistema de assistência médica mais resiliente para o futuro e, é nesse cenário que as empresas devem ter um papel relevante.

Para as empresas, esse período de tensão econômica tem exacerbado os sempre presentes desafios da gestão dos custos da má saúde seus empregados. O futuro curso da doença e da economia são incertos, porém, as organizações que são rigorosas na compra da assistência médica deverão ser capazes de gerenciar melhor e esperar turbulências nos custos e nos prêmios.

Lidar com a Covid 10 custa caro, apesar das previsões de queda dos custos totais da assistência médica pelo adiamento ou cancelamento de serviços clínicos regulares e procedimentos eletivos. Trabalhos atuários projetam redução de 4% nos custos nesse ano, apesar de um possível aumento dos prêmios em 2021 pela atual demanda reprimida e para compensar as perdas devido à pandemia. Ironicamente, a razão fundamental é a incertezas em si mesmo e o cenário pode ser sombrio se a pandemia ressurgir.

Essas estratégias podem inicialmente podem reduzir gastos, mas estudos mostram que desincentivará os usuários a procurar ações preventivas. Isso com o tempo levará a resultados piores, o que significa custos mais altos. A estratégia do consumo direto é baseada na noção que os serviços médicos são superutilizados, e que oferta de incentivos financeiros ao usuário reduzirá o uso de serviços marginais assim como incentivará a procura por provedores de menor custo. Apesar das evidências do uso excessivo, a sub-utilização parece ser o grande problema. Mesmo os claros exemplos de exageros no uso, são devidos frequentemente a decisões dos provedores e podem não responder aos incentivos para o consumidor. Cerca de 1/5 dos doentes relatam receber pedidos de exames repetidos de diferentes médicos.

1 - Gerenciar o benefício médico como segunda opinião

As lideranças, necessitam fazer disso uma prioridade e enfrentar com o mesmo rigor e competência que outras despesas relevantes. Como exemplo, quando um usuário apresenta uma dor de coluna não complicada, deve o médico pedir uma ressonância, elevando desnecessariamente os custos ou agir preventivamente para um custo mais eficiente através de repouso e fisioterapia?

Alguns grandes empregadores - desafiando os provedores com esse tipo de questão - redesenharam seus planos de benefícios para encorajar os empregados a procurar uma segunda opinião e foram ainda mais longe, pagando despesas de locomoção para centros médicos com melhores ofertas e custos menores, explorando oportunidades para melhorar a qualidade dos custos de tratamento de condições especificas.

Mais tecnologia.

A Covid-19 abrirá oportunidades para que as empresas aumentem a tecnologia que possa ajudar o empregado a procurar, escolher, gerenciar e receber assistência via internet. Durante a emergência atual, as restrições para telemedicina foram suspensas e, o grande aumento de médicos e pacientes utilizando tecnologias digitais está transformando o cenário especialmente para aqueles com condições crônicas que requerem monitoramento constante. A probabilidade de que essas mudanças se mantenham é alta e as empresas devem trabalhar junto a seus provedores para que isso se mantenha.

As soluções virtuais também estão ganhando tração. Por exemplo um diabético tipo II pode ter sua glicemia monitorada através do celular (obviamente existe a necessidade de punções digitais diárias) a qual pode registrar as refeições por fotos, atividade fisica, medicações, contribuindo para o entendimento do impacto de suas ações. Certas companhias combinam essa tecnologia com telemedicina e chats caracterizados para conectar empregados com coachs e médicos e oferecem uma clínica de gestão pessoal sobre demanda.

Nesse crescente mercado de ofertas digitais e inovações, empresas devem comprar e negociar por soluções com o mesmo rigor de outras aquisições. Devem desafiar os vendedores a mostrar a efetividade e resultados em produtividade, presenteismo e qualidade de vida para os empregados e muitas vezes demandar garantias do ROI

2 - Parcerias com hospitais e médicos

Pelo fato do setor de assistência médica ter dificuldades com a sua própria crise financeira, é um bom momento para empresas tentarem parcerias mais fortes com hospitais e médicos. Se o empregador tem muito a aprender sobre a assistencia médica, talvez a assistência médica tenha muito a aprender com os empregadores.

O know-how das empresas em serviços ao consumidor, pode ser oferecido para hospitais e clínicas praticarem assistência mais efetiva, segura, amigável e custo efetiva. Muitos hospitais e sistemas de assistencia têm conselhos de governança que podem receber conhecimento das empresas e com isso melhorar os cuidados à seus empregados e familiares

As ações das empresas devem ser decisivas devido às incertezas futuras. Em parceria com o sistema médico, estabelece expectativas para alta qualidade e baixo custo, reforçando a tele saúde e soluções por consultas virtuais para atingir esses objetivos, podendo auxiliar seus empregados nesse clima de altos e baixos do Covid-19. E com isso construir um modelo mais sólido e acessível para o bem do negócio, da economia e da saúde de sua população.

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