POR QUE AVALIAR ESTILO DE VIDA, RISCOS, INTERESSES E NECESSIDADES NA ATENÇÃO À SAÚDE?


últimos 50 anos

CENÁRIO

Avaliar os riscos de saúde constitui um dos principais componentes de programas de atenção à saude, independentemente do segmento e população considerados. Conhecer comportamentos, hábitos, nivel de informação, atitudes, preferências, história médica, motivação para mudanças e desejos em relação à saúde é absolutamente essencial no processo de aperfeiçoamento da saúde.

Importante entender o contexto, o processo e o propósito que envolvem o uso do instrumento de avaliação. Explorar as origens desse conceito e, o que sabemos e não sabemos sobre seu uso e utilidade é fundamental. Identificar as perspectivas, saber selecionar a melhor ferramenta e estar atualizado sobre as últimas inovações tecnológicas contribuem para direcionar a ação.

BENEFÍCIOS POTENCIAIS

  • Monitoramento da saúde da população envolvida;

  • Definição das prioridades em programas de prevenção e promoção;

  • Detecção de mudanças na incidência e prevalência de doenças.

  • Projeção de custos e utilização da assistência médica;

  • Criação de mudanças culturais;

  • Aumento do conteúdo de prevenção nas práticas médicas;

  • Auxílio na redução de futuros problemas no aumento de custos de saúde.

BENEFÍCIOS INDIVIDUAIS

  1. Auxilia na visão futura da saúde

  2. Motiva e facilita a mudança de comportamento

  3. Capacita a gestão da saúde ao longo do tempo

  4. Determina a prontidão para as intervenções necessárias

  5. Avalia as mudanças em atitudes e comportamentos pessoais

BENEFÍCIOS PARA UMA POPULAÇÃO

  1. Avalia o grau de necessidades e interesses para fins de planejamento;

  2. Classifica indivíduos em grupos específicos, para intervenções customizadas

  3. Avalia mudanças nos riscos, atitudes, percepções e hábitos ao longo do tempo;

  4. Ajuda a predizer morbidade, mortalidade e utilização da assistência médica.

Dois médicos, Robbins e Hall, do U.S. Public Health Service em Indianapolis, foram os pioneiros no desenvolvimento e aplicação dessa atraente ferramenta educacional nos anos 60 que hoje conhecemos como HRA (Health Risk Appraisal). O livro "How to Practice Prospective Medicine", formalizou o processo para fornecer um retrato da probabilidade de riscos de mortalidade e morbidade e, a avaliação do nivel de saúde individual.

Adicionais estudos pelo CDC de Atlanta resultaram em um instrumento cujos algoritmos se tornaram pilares para as subsequentes gerações de questionários de avaliação de riscos. A evolução foi lenta pela ausência de reembolso para serviços preventivos e a falta de interesse em aplicar prevenção pela comunidade médica.

Esses instrumentos iniciais eram predominantemente baseados em mortalidade, enfatizando a probabilidade de morte prematura por extrapolação estatística dos riscos modificáveis e não modificáveis, usando dados epidemiológicos de tabela de seguradoras para interpretar as análises.

O uso inicial desses HRA foi para atrair a atenção sobre as probabilidades de morte prematura devidas a estilos de vida não saudável e usá-los como ferramenta motivacional para mudar comportamentos. Entretanto, a natureza baseada na mortalidade provavelmente enfraqueceu sua utilidade, quando usos se repetiram ao longo do tempo, simplesmente porque não era agradável ser lembrado frequentemente sobre a mortalidade além de não capturar dados anteriores, se tornando uma foto ao invés de um filme muito mais motivador. Outra barreira foi sua inerente limitação como instrumento preditivo para a saúde futura, pois ele previa as chances de morte prematura baseada em tendências e padrões populacionais e não no padrão individual

Pontos importantes sobre o que sabemos e o que não sabemos sobre os HRA:

  • Quando usados sozinhos, o impacto é mínimo.

  • Os mais efetivos são os usados em combinação com outras intervenções e o impacto é significativo

  • Um HRA e relatórios individuais bem desenhados passam uma impressão positiva

  • Como determinar as prioridades para mudanças de comportamento baseadas nos dados coletados?

  • O uso de Incentivos para a participação é efetivo?

  • Como torná-los mais interativos e motivadores?

  • Em qual contexto o uso cria melhores efeitos comportamentais?

  • Que questões são relevantes?

  • Como minimizar respostas erradas?

  • Que características produzem respostas mais acuradas?

  • Interpretação e aconselhamento individual aumentam sua efetividade?

  • Como tornar mais efetiva a conexão do HRA com o acompanhamento posterior

  • A personalização contribui para mudanças de comportamento mais efetivas?

  • Devem ser adaptados a diferentes populações?

  • Que características da população envolvida são importantes acrescentar?

  • A quantidade de questões tem relação com a taxa de participação?

  • Como equilibrar mensagens de redução de riscos e mensagens de boa saude?

  • Devem ser obrigatórios?

Como ainda não é uma commoditie, seu formato, relatórios gerenciais e individuais e custos variam muito. Novos aplicativos, dados digitais e tecnologias mais avançadas são mais viáveis atualmente, trazendo os HRA para a era da informação.

Atender as crescentes necessidades de saúde de populações virtuais nos obriga a superar desafios e barreiras em relação a seu uso. A maioria concorda que o HRA tem potencial considerável quando usado de forma abrangente e bem estruturada. Talvez como parte das intervenções futuras devemos trazer o HRA para os exames periódicos anuais e com isso fortalecer também a medicina ocupacional hoje pouco valorizada.

De forma pratica devemos tirar vantagens da tecnologia, usando avaliações virtuais e/ou telemedicina, o que tornará a coleta de dados mais conveniente. Um maior nivel de personalização, com processos confidenciais removerão os tradicionais constrangimentos do usuário em relatar seus dados pessoais.

Os mais avançados HRA usam entre 25 a 50 perguntas pessoais. Com o aumento da personalização, é provável que serão usados questionários com mais de 100 perguntas. Precisamos tornar cada aspecto do HRA mais personalizado para preencher as necessidades dos participantes.

Aumento do escopo e relatorios mais abrangentes são desenvolvimentos futuros. Respostas especificas deverão produzir acompanhamentos mais específicos, alguns automáticos e outros realizados pelos profissionais envolvidos com o programa e se tornarão mais efetivos. Os custos deverão ser cada vez menores e com isso serão mais atraentes para diferentes segmentos

A escolha deve considerar a confidencialidade, o alinhamento como os objetivos do programa, a quantidade de perguntas, o tempo de preenchimento, o tamanho do relatório, o apoio em caso de dúvidas, a opção de exames laboratoriais e biométricos estarem envolvidos, a prontidão para mudanças, sua capacidade de ser usado em intervenções de acompanhamento, sua capacidade de interação com o respondente através da IA, sua ligação com incentivos e sua capacidade de integração com outros dados de saude .

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