MÁXIMO DESEMPENHO x MÍNIMO DESGASTE


Indivíduos e organizações tentam desempenhar melhor e com isso ganhar em produtividade. Entretanto esse processo é dificil, pois enfrentar desafios e manter a alta performance requer habilidades que poucos indivíduos possuem, resultando em diminuição da força e vigor, desgaste conhecido como “crise da energia humana”, e suas negativas consequências como fadiga, desmotivação, stress, exaustão e queda da imunidade.

Por outro lado, mesmo que o empregado tenha treinamento de alta qualidade e ferramentas mais adequadas ao seu lado, o seu estado de saude fisica e mental interfere nos resultados.

Se fossemos máquinas talvez tivéssemos por parte de nosso empregador, uma manutenção melhor. Áreas de suporte como as que existem em tecnologia, energia, administração, serviços, etc, certamente são benéficas e estratégicas. Manter e melhorar a capacidade funcional, evitando desgastes não é uma disruptura conceitual, mas uma evolução

As empresas não dão a devida importância a esse ponto. Por exemplo, numa multinacional, sempre foi comum investir grandes somas numa viagem de trabalho, com vôos na classe executiva, hotéis e transporte top, para 2 a 3 dias de reuniões, com o argumento (válido) da manutenção de alto desempenho e mínimo desgaste (até chegar a pandemia, mesmo com a tecnologia virtual disponível). A verba para isso sempre existiu. Por outro lado, gastar com o mesmo executivo, durante 12 meses, 1/20 desse valor com o mesmo objetivo – manter performance e evitar desgaste, é dificil de ser aceito. O máximo é fazer um checkup, o qual passa a sensação de falsa segurança e não muda comportamentos, e muito menos melhora a performance e evita desgastes.

Empregado é a base de bons resultados e seu índice de desempenho deverá cada vez mais considerar a qualidade da saúde. Reconhecer que a equação saúde/ produtividade está sendo mais aceita, podendo levar a companhia a níveis mais altos de excelência é estimulante para investidores com visão de futuro.

Dificil medir a capacidade e desempenho no trabalho de forma objetiva. Requer uma avaliação baseada em dados obtidos de diferentes fontes. O indice conhecido como “work ability index” é uma interessante ferramenta, capaz de estimar o nivel de desempenho do colaborador e, deveria ser usado durante exames periódicos. Ele é baseado em respostas a uma série de questões que levam em consideração as demandas físicas e mentais do trabalho e o nivel de saúde e os recursos do indivíduo.

As respostas são transformadas num score que classifica os níveis e as medidas necessárias a serem tomadas. Esse índice, desenvolvido pelo Instituto de Saúde Ocupacional da Finlândia, pode também ser usado para predizer ameaças à saude.

Ações desse tipo geralmente não exigem grandes investimentos financeiros, e mesmo aquelas que exigem um maior desembolso, trazem resultados que compensam o valor gasto.

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