ATENÇÃO À SAUDE - EM QUALQUER TEMPO E EM QUALQUER LUGAR



NÃO PODEMOS ESPERAR DÉCADAS PARA A TRANSFORMAÇÃO DA ASSISTÊNCIA MÉDICA



Para viver bem e com qualidade, saúde é fator determinante e pro atividade é o princípio básico.

Quase tudo na assistência médica é feito após o aparecimento de sintomas ou quando já existe a doença. Estar atento quando algo mais negativo acontece mesmo que possas não ter impacto imediato, mas com chance de se tornar problema num futuro próximo é crítico. Estar comprometido com modelos mais preditivos contribui a longo prazo para boas recompensas.


Nossa cultura não é orientada para a prevenção e a assistência médica tem foco basicamente no cuidado com o doente. Tanto o papel do sistema quanto o do consumidor devem ser reconfigurados. Se o sistema fosse proativo e as pessoas educadas na gestão pessoal de saúde, ambos agindo preventivamente, não veríamos a clara defasagem entre a qualidade do nível de saúde e a qualidade do processo de envelhecimento.


Envelhecer com saúde, via compressão de riscos é algo raro.

O conceito chave é a gestão ativa, apesar da sensação dúbia que as pessoas sentem sobre serem ou não responsáveis pela própria saúde. Isso nos coloca numa linha de pensamento passivo, reativo, além de que empregadores e planos de assistência médica tendem a não enxergar retorno do investimento em prevenção, porque as pessoas mudam com frequência de emprego e de planos médicos, enfraquecendo o valor da ação preventiva, pois muito tempo pode passar antes que se consiga aproveitar os benefícios do plano adotado.


Uma abordagem apoiada por uma mais profunda interação entre progressão da doença e comportamento humano permitiria antecipar e mesmo superar muitos dos potenciais problemas que aparecem, contribuindo para que as pessoas permaneçam saudáveis e vitais tanto quanto possível. Neste momento, a visão do verdadeiro sistema proativo de assistência é mais imaginária que real. Precisamos de melhores meios para engajar e capacitar os indivíduos a serem mais responsáveis com a própria saúde e ao mesmo tempo partilhá-la com médicos e outros provedores.


Esse cenário parece mostrar que todos os envolvidos estão com vontade de tentar alguma coisa, mas essa mudança não depende de simplesmente querer, pois mudar o paradigma onde o modelo de assistência médica é praticado por gerações, exige esforço e cooperação de provedores e mais importante ainda da postura dos consumidores. Se esse conceito não for abraçado nada acontecerá. Atualmente tudo que se espera do paciente é que:

  • Apareça na consulta

  • Tome sua medicação adequadamente

  • Procure o médico quando tiver um problema

Um outro lado dessa moeda é que o paciente parece se contentar com esse status quo, pois acha que quem paga a conta não é ele mas sim o empregador, pois não tem noção do significado e do peso da sinistralidade em seu bolso. Acha que ter um plano médico é ter saúde!


Para mudar é necessário educar o usuário e usar ferramental que permita apoiá-lo de forma contínua e significativa não só na doença, mas também na saúde. Instrumentos que motivem e engajem devem fazer parte do produto oferecido. Nessa hora de persuasão, a premissa é usar uma metodologia que encoraje mudanças de comportamento, como incentivos e recompensas, pois existe uma grande quantidade de pessoas que não enxergam o valor da saúde ou não querem saber nada sobre a conexão entre comportamentos e resultados na saúde. Apesar de existir um certo poder do indivíduo sobre a própria saúde, essa obviedade é esquecida.


Uma pesquisa realizada pelo ISCH (International Survey on Connected Health) mostra que a maioria das pessoas falham em ver essa conexão:

  • Somente 44% concordam que estão no controle da própria saúde

  • Somente 40% concordam que o comportamento afeta a saúde

  • Somente 38% concordam que comportamento ajuda a minimizar doenças

Uma mudança no campo da saúde ocupacional traria grandes benefícios a esse cenário. Pelo fato da pouca duração e rápida interação durante a maioria das consultas ocupacionais mesmo com bons médicos, o consultado não recebe informações suficientes que possam educá-lo na gestão pessoal de saúde.


Como até recentemente a saúde não era responsabilidade pessoal, a medicina do trabalho atuou somente para cumprir as leis e acatar as regras existentes. Pode fazer muito mais que isso desde que os profissionais se requalifiquem e se tornem educadores.


É a oportunidade do empregador minimizar seus custos assistenciais, ganhar sustentabilidade no campo da saúde e secundariamente obter impacto positivo na produtividade. Além disso, envolver o empregado no uso adequado da assistência médica fará com que se conscientizem do custo e do impacto financeiro, mais ainda se existir uma política de co-participação que, por menor que seja, tem resultados comprovadamente positivos em diferentes sistemas pelo mundo e, definitivamente não evitam a utilização consciente, mas sim o uso abusivo.


Estratégias e táticas para o engajamento que podem ser implementadas nesse novo momento da saúde onde a tecnologia é crescente incluem:

  1. Enfatizar informações sobre saude e não em doenças

  2. Despertar o indivíduo através de conversa personalizada e não generalizar conselhos

  3. Estimular as conexões e a troca de experiencias dentro da rede social

  4. Utilizar mensagens subliminares

  5. Promover ações de saude inesperadas no ambiente de trabalho

  6. Usar efeitos sentinelas onde os usuários saibam que alguém também está o ajudando a cuidar da saúde

Algumas coisas a considerar:

  • A resposta emocional a esse tipo de abordagem deve ser considerada pois pode fornecer informações sobre quais estrategias valem a pena ser usadas e quais não

  • Tornar o sistema capaz de oferecer melhores respostas fortalece o potencial de transformar a prática médica

  • Ter saúde como item inegociável é fundamental


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