ATENÇÃO À SAÚDE - O QUE É FINANCEIRAMENTE SUSTENTÁVEL PARA AS EMPRESAS?


Para sobreviver a longo prazo, qualquer ação ou benefício oferecido em saúde deve ser capaz de no mínimo conseguir gerar retorno por si mesmo. A redução dos custos de assistência médica, o aumento da produtividade, a capacidade de atrair e reter profissionais de talento e outros benefícios intangíveis devem ser maiores do que o valor investido.


Dentro disso, dois meios de conseguir que o investimento seja financeiramente sustentável e custo neutro para a empresas são:

I) desenvolvê-lo de forma a “caber” no prêmio do plano assistencial - nesse caso mesmo antes de produzir melhorias que possam reduzir os custos médicos eles não representam uma despesa adicional – isso é comum na relação das empresas com corretoras, onde na maioria das vezes são incluídos nas comissões pagas pela gestão do plano médico.

II) entrar pela porta da área de treinamento que tem orçamento próprio e não morde o já sempre racionado orçamento da assistência médica. Treinamento existe para segurança ...porque não para a saúde? Programas de treinamento e educação em saúde similares a programas de treinamento para reduzir acidente, desenhado conforme as mesmas regras da área de segurança, são plenamente possíveis. Saúde é uma responsabilidade partilhada. Apesar do empregador ter a responsabilidade primária, muito do investimento pode se perder se os usuários não entenderem e assumirem a responsabilidade pessoal, educação na gestão pessoal da saúde e no uso adequado do sistema médico.


Se a pergunta for o porquê a cia deveria se envolver com a educação em saúde, a resposta é: “ela já está envolvida”. Todos os anos esperam-se custos adicionais devido à má saúde do empregado. A ligação entre o custo da assistência médica e a má saúde da força de trabalho ameaça a viabilidade corporativa, tornando o sistema de assistência médica insustentável em médio prazo. Para o setor privado, oferecer cobertura para empregados e encontrar boas soluções para atenuar os custos em permanente expansão representa esforço considerável. Esses custos envolvem os diretos (médicos, hospitais) e os indiretos (absenteísmo, presenteísmo, incapacidade, etc) que podem ser até 3 vezes maiores.


Pesquisas mostram que a perda da produtividade associada à má saúde atinge de forma mais severa os resultados corporativos que os custos médicos.


Outra importante estratégia para controlar os custos de saúde e reverter a perda da produtividade é o comprometimento da liderança. Gastar dinheiro com o tratamento das doenças leva as empresas a pensarem na manutenção da saúde de empregados e dependentes como estratégia interessante e atraente, e essa é a razão da saúde estar sempre na agenda das organizações. Essa ação também está relacionada à proteção do capital humano, do mesmo modo que protegem o seu equipamento. Integrar dados e serviços relacionados a todos os aspectos da saúde do empregado que afetem o desempenho faz parte do cenário.


O tema presenteísmo (diminuição do desempenho no trabalho devido a riscos e problemas de saúde) também tem relevância e quando comparado a outros fatores de custos, é algo significativo para qualquer empresa, especialmente para pequenas e médias companhias as quais contam com uma força de trabalho relativamente concentrada. Woody Allen já disse que 80% do sucesso na vida depende simplesmente de comparecer. Seus custos são invisíveis e muito mais onerosos que absenteísmo ou afastamento por doença, por exemplo a American Medical Association estima que a perda da produtividade em virtude da depressão e dores em geral é cerca de 3 vezes maior que a por falta decorrente de tais males.


Convencer a gestão da empresa que saúde e produtividade estão intimamente conectadas é um desafio até certo ponto menor hoje do que foi há alguns anos. Parece ser intuitivo que havendo melhor saúde, a capacidade de trabalho melhora, o uso da assistência médica se reduz, o absenteísmo se torna melhor controlado e a produtividade aumenta. Então porque é difícil mostrar o valor? Espaço para inovação existe e muito. Porque não aceitar o desafio e tentar alguma ideia inovadora? Diminuição de custos e aumento da produtividade não acontecem da noite para o dia e pode demorar tempo até que o efeito seja sentido, mas o resultado certamente chega.


Apesar da responsabilidade sobre a própria saúde ser uma posição solitária as companhias devem entrar de cabeça nessa questão. GO AHEAD

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