EXISTE SEGREDO PARA MAXIMIZAR O RETORNO DO INVESTIMENTO EM SAÚDE?


GRUPO SAÚDE CORPORATIVA

Nos últimos anos a promoção da saúde se tornou mais presente nas agendas da saúde evoluindo de uma ideia interessante, mas vaga, sobre hábitos saudáveis que diminuam riscos e aumentem o bem-estar para um conceito melhor desenvolvido baseado em pilares científicos sólidos.

Atualmente sabemos que estilo de vida contribui para a metade de todas as mortes prematuras, é causa primária das principais causas de morte, acelerando a idade biológica e o aparecimento de incapacidades por alguns anos.

Sabemos também que fatores relacionados ao estilo de vida representam entre 25 a 50% dos custos médicos e que o custo da perda da produtividade é ainda maior que os custos médicos. Fumo, sedentarismo, nutrição inadequada, sono, stress, são ligados a uma grande variedade de condições desde doenças cardíacas, câncer, disfunção erétil, demência etc.


O principal desafio para justificar o apoio para as iniciativas em promoção de saúde é documentar o impacto das intervenções. Os gestores declaram com frequência que a promoção da saúde e a prevenção de doenças são as coisas certas a fazer. Entretanto os patrocinadores desses programas requerem provas para avaliar se vale a pena investir e daí a importância de ações de treinamento para habilitar a implementação dessas intervenções.


O que funciona melhor?

Que intervenções e estratégias conseguem obter os melhores resultados em saúde? Que programas reduzem os custos de forma mais efetiva? Quais têm forte impacto no absenteísmo, no presenteísmo e na melhoria geral da capacidade de trabalho e produtividade? Qual o melhor para o engajamento do usuário? Qual o melhor meio para medir a melhora da saúde e o retorno financeiro? Quais os resultados esperados que sejam realistas? E resumindo, como maximizar o retorno do investimento?


A promoção da saúde tem se estendido pelo ambiente corporativo como estratégia para desacelerar os custos médicos, provocar engajamento e satisfação dos empregados e até mesmo elevar o valor das ações. O capital humano cada vez mais se torna um ativo relevante nas organizações contribuindo para a criatividade e competitividade e com crescente presença dentro da área de gestão da saúde. A obviedade da relação entre o nível de saúde do empregado e desempenho no trabalho está clara e apesar da demora em cair essa ficha está começando a ser olhada como ferramenta que auxilia a competitividade


Segundo Robert Karch, professor de Global Health na American University (Washington D.C.) três componentes são chaves na gestão de políticas de saúde:

  1. Identificação das questões mais críticas associadas com as perdas de produtividade no trabalho.

  2. Direcionamento de ações que reduzam riscos e atuem nas doenças crônicas que causam essas perdas.

  3. Mensuração das melhorias conseguidas no nível da saúde e dos ganhos resultantes em produtividade.

Essas intervenções mostram o retorno do investimento e demonstram o valor de tornar a gestão da promoção da saúde uma estratégia chave para a competitividade.

Os itens abaixo devem sempre fazer parte dos questionamentos iniciais :

  • O que as empresas entendem atualmente como promoção da saúde?

  • Quais são os entraves e facilitadores para incorporar promoção de saúde no dia a dia?

  • Que programas estão sendo implementados atualmente? E porque?

  • Quais os meios desses programas conseguirem impactar de forma significativa?


A MUDANÇA DE ABORDAGEM APÓS A PANDEMIA

As empresas têm a responsabilidade de prover iniciativas em saúde aos empregados que possam reduzir o absenteísmo, doenças, acidentes enquanto aumentam a produtividade e o engajamento. Nesse momento as companhias percebem que adotar politicas mais fortes em relação saúde, criar ambientes mais saudáveis e culturas mais abertas a práticas saudáveis, demonstrando mais atenção com saúde física e mental são essenciais e os ganhos mais significativos. Incorporar essa postura integrando saúde em suas estratégias para seguir em frente é a oportunidade de maximizar engajamento, motivação e minimizar incertezas e inseguranças. Engajar empregados e facilitar mudanças positivas de comportamento são oportunas opções para conseguir melhorias quantificáveis no nível de saúde física e mental e capacidade funcional. A desaceleração de ganhos pode ser expressiva.


O IMPACTO DA DEPRESSÃO E ANSIEDADE

Milhares de pessoas têm experimentado crises de depressão e ansiedade atualmente e muitas delas passando em branco seus melhores anos para produzir. Depressão e ansiedade causam desengajamento, baixa produtividade contribuindo também para maiores taxas de incapacidade e mortalidade. Nesse clima existente é importante monitorar o bem-estar dos empregados de forma mais incisiva e a falta desse cuidado leva a situações difíceis para os resultados esperados pelo negócio. Ir além da mensuração e gestão do plano médico para a obtenção de boa saúde e bem-estar através de programas de educação cognitiva como veículo de mudanças, treinando na gestão pessoal de saúde é fator chave para participação mais efetiva, satisfação dos indivíduos e resultados sustentáveis. Passar para as pessoas uma sensação de ganho de energia pessoal, vitalidade e capacidade de agir, sem depender de terceiros, certamente traz reflexos nos resultados.

Um novo conjunto de regras e requisitos na abordagem da saúde é fundamental nessa nova era corporativa. Os valores estão mudando e deverão ser muito mais relevantes para a missão da organização e seus resultados. O foco em estratégias que integrem e elevem o valor do capital humano serão os ingredientes críticos para o sucesso. Será um tema relevante para as organizações e certamente com retorno do investimento. GO AHEAD

Destaques
Arquivo
Acompanhe
  • Grey LinkedIn Icon
  • Cinzento Ícone Google+
  • Grey YouTube Icon