FORÇA DE TRABALHO SAUDÁVEL NOS PRÓXIMOS ANOS



Como será o futuro da assistência médica corporativa?

Sabemos que as doenças crônicas têm um peso significativo no direcionamento dos custos de assistência médica e que a maioria dos indivíduos com planos de saúde corporativos tem no mínimo uma condição crônica. As iniciativas na gestão da saúde, incluindo programas de prevenção auxiliam os empregados no tratamento das doenças ao mesmo tempo melhoram os resultados da empresa através da redução de custos e aumento da produtividade. Tendo isso como fato, os programas de promoção de saúde e prevenção de doenças devem ser vistos e gerenciados como investimento a ser maximizado ao contrário de uma despesa a ser minimizada.


O Brasil, pelo fato de existirem centenas de provedores de seguro saúde, está bem posicionado para encontrar soluções para uma assistencia médica mais efetiva que melhore a saúde dos empregados e expanda os resultados dos negócios.


Promover a Saúde do Empregado – Uma Estratégia Gerencial

Está acontecendo uma grande mudança no mindset dos empregadores com relação à assistência médica. O novo consenso é que os gastos atuais e futuros na saúde além de insustentáveis representam sérias ameaças à competitividade no mercado global. Empresas têm implementado diversas abordagens para a gestão dos recursos para a assistência médica e, uma das ações é através da co-participação. Entretando o retorno deve continuar mínimo, ao menos que aprendam a gerenciar simultaneamente o estilo de vida de suas populações.

A estratégia mais usada é focar em prevenção primária e minimização de riscos para manter a maioria da força de trabalho (e dependentes) com baixo nível de risco. Uma significativa % de mortes é associada ao estilo de vida e à fatores modificáveis. Mais de um terço dessas mortes é atribuída a poucos fatores: tabagismo, má nutrição, sedentarismo e consumo de álcool excessivo.


Porque as empresas devem se preocupar com esses dados?

Obesidade e sedentarismo continuam sendo os maiores riscos para as doenças cardiovasculares, câncer e diabetes com alto impacto financeiro. Estudos mostram que tem melhores efeitos em relação a custos investir em práticas preventivas tais como screenings, avaliação do estilo de vida e educação comportamental do que aplicar recursos exclusivamente numa pequena minoria de empregados e dependentes responsáveis pelos maiores gastos. Não significa que os empregadores devem negligenciar os empregados de alto custo médico...ao contrário, pesquisas mostram o valor de uma estratégia integrada que considere as necessidades e interesses de empregados, dependentes e aposentados através de toda a cadeia de cuidados médicos.

Lamentavelmente a maioria das empresas não adotam essa estratégia. Somente uma pequena % tem critérios e guidelines para promover a saúde de forma ampla, o que mostra que ainda existem barreiras para a adoção em larga escala de práticas preventivas e promocionais tanto para grandes quanto para pequenas e médias empresas. Entretanto as empresas começam a ver a saúde de seu empregado como uma estratégia de produtividade e não somente um exercício de contenção de custos, entendendo que saúde e produtividade são indissociáveis e que uma força de trabalho com saude e alta capacidade funcional leva a bons resultados empresariais. Fortes evidencias contribuem para isso, onde o estado de saúde medido pela presença de riscos modificáveis (obesidade, tabagismo, sedentarismo, etc) e por condições de saúde (diabetes, hipertensão, depressão, etc) podem comprometer a performance no trabalho e ter impacto negativo na qualidade e resultados.


Uma nova Perspectiva para a Saúde Corporativa

Considerando o impacto da saúde na performance organizacional, o bem-estar e a qualidade de vida dos empregados são críticos para o sucesso da organização a curto e longo prazo. Consequentemente esse é o momento para que empresas tirem proveito dessa nova perspectiva. Identificar novas práticas, fazer benchmarking e adotar um objetivo no ambiente de trabalho: incluir treinamento em saúde no cardápio de forma semelhante ao treinamento em segurança.


Observações que contribuem para esse caminho:

  • Custos de assistência médica serão insustentáveis

  • Envelhecimento da força de trabalho levará ao aumento de condições crônicas e maior utilização do beneficio

  • Apesar de gastos significativos na assistencia médica os resultados continuarão a piorar

  • Empresas diminuirão os beneficios em saúde e passarão mais custos aos empregados

  • O aumento da contribuição dos empregados poderá levar a baixa utilização do plano

  • A produtividade indireta relacionada ao aumento de custos diminuirá

Foco na saúde e não na doença

Finalizando, apesar dos altos gastos com assistência médica o nivel da “real saúde” continuará baixo. Investir mais dinheiro para tratar as doenças existentes não é a solução a longo prazo. Evidências existem muitas, e engajar os empregados na prevenção primária e gerenciar riscos é o caminho. Isso tenderá a desacelerar custos, produzir mais e ganhar o jogo. Um desafio que deve ser abraçado. GO AHEAD

Destaques
Arquivo
Acompanhe
  • Grey LinkedIn Icon
  • Cinzento Ícone Google+
  • Grey YouTube Icon

São Paulo - Brasil contato@cph.com.br

  • White LinkedIn Icon
  • White YouTube Icon
  • Branco Ícone Google+