GESTÃO PESSOAL DE SAÚDE - PESQUISAS E CENÁRIOS DA PANDEMIA



Nos inúmeros grupos de relacionamento profissional, uma grande parte da temática discutida refere-se sobre a Covid -19. Um recente artigo no grupo Lideranças na Saúde, capitaneado pelo colega Paulo Marcos apareceu uma publicação de 18 de setembro no periódico American Journal of Preventive Medicine que me chamou a atenção. Estudos do departamento de biologia molecular do Howard Hughes Medical Institute em parceria com a Universidade de Yale sinalizam sobre pacientes recuperados da Covid-19 que voltam a testar positivo cerca de 2 semanas depois.


O Howard Hughes Medical Institute (HHMI) é uma organização sem fins lucrativos situada nos arredores de Washington DC e desde 1953 desenvolve pesquisas nas áreas da genética, imunologia e biologia molecular, sendo uma das organizações que mais recebem doações para pesquisas no mundo. O objetivo básico é a pesquisa.


Tive a oportunidade de visitá-lo levado por um professor da American University e foi maravilhoso. É uma referência na área de pesquisas biomédicas e educação cientifica e em parcerias com dezenas de universidades, hospitais e escolas médicas criou um ambiente que apoia mais de 200 cientistas entre eles 32 profissionais laureados com o prêmio Nobel. Em seu novo campus, reforçar a educação em saúde para estudantes complementa pesquisas mais complexas como processamento de informações cerebrais e tecnologia biológica.


Akiko Iwasaki, uma das autoras do estudo acima (junto com pesquisadores italianos) tem como foco o mecanismo de imunidade contra viroses e em como a inata capacidade de reconhecimento de uma infecção viral leva à imunidade adaptativa e como isso dá proteção subsequente ao vírus. O artigo indica que uma em cada seis pessoas que se recuperou da covid-19 voltou a testar positivo dentro de pelo menos duas semanas, sendo dor de garganta e rinite os únicos sintomas associados. Importante não subestimar a persistência de sintomas e ficar atento à evolução. Mesmo quem teve a doença deve evitar contatos, usar máscaras e refazer o teste por swab. Vale ler a íntegra desse artigo para informações mais detalhadas


Por outro lado, apesar de que as mutações documentadas do Sars-CoV-2 não parecem aumentar sua transmissibilidade em humanos, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da University College London, na Inglaterra e publicado no periódico científico Nature, algumas evidências estabelecem que mutações precoces dificultam interromper a pandemia.


Cientistas eram inicialmente céticos sobre a mutação tornar o coronavirus mais contagioso, mas novas pesquisas mudaram essa visão. A maioria dessas mutações não faz diferença no comportamento viral, mas uma delas logo no início da pandemia fez diferença, facilitando o contágio e tornando mais difícil o controle. Ela é conhecida como 614G e o vírus tem uma vantagem, causando a infecção mais facilmente que o vírus original detectado em Wuhan, China. Não existem evidências de que os sintomas sejam mais severos ou dificultem o desenvolvimento de vacinas. Cientistas estão cautelosos principalmente com a velocidade da transmissão, mas a diferença é sutil.


O sequenciamento do genoma viral trará novas informações e enquanto a vacina não chega, relaxar as medidas de proteção não vale a pena. O vírus tem muita coisa a dizer ainda. GO AHEAD

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