O SABER NA PROMOÇÃO DE SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA



No início da década de 90, falar em promoção de saúde e qualidade de vida no Brasil era o mesmo que falar para uma parede. Termos como presenteismo, relação entre saúde e produtividade, estilo de vida, custos crescentes na assistência médica, estavam fora das agendas corporativas e distantes da maioria dos gestores. Saúde significava “doença tratada” e inexistia no mercado competência para o assunto promoção da saúde.


Com o objetivo de aprender sobre o conceito fui atrás de quem dominava o assunto, os quais não estavam no Brasil. Nessa busca, literalmente “caiu em minhas mãos” uma comunicação sobre um evento de promoção de saúde em St Louis – Missouri e resolvi pagar para ver. Me inscrevi, comprei passagem, reservei hotel e parti. Fiquei deslumbrado pelo que encontrei! Um evento gigante com mais de mil participantes, onde numa enorme feira, dezenas de empresas e algumas universidades apresentavam suas ações em promoção de saude. Boeing, GM, American University, Stanford, Pfizer, US Postal Service, American Journal of Health Promotion, entre outras.


Isso me estimulou a conhecer mais e no ano seguinte fui ver in loco os programas dessas empresas. Nesse tour de benchmarking se juntaram alguns médicos corporativos e profissionais de RH e foi um momento notável, pois vivenciamos um outro mundo da saúde. Na volta ao Brasil formamos um grupo que falava uma língua de saúde diferente e começamos a fazer reuniões bimestrais para discutir o conceito. Esse grupo chamava-se “ grupo de qualidade de vida”, que com o tempo cresceu, pois, o número de convidados era cada dia maior (médicos corporativos e RHs). Tivemos que formalizar o grupo em virtude do tamanho e aí foi criada a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), passo inicial para o movimento de promoção de saude no país.


Toda essa história para falar de dois ícones que muito contribuiram para que o Brasil ainda hoje, seja reconhecido como uma das referências nessa área:


Robert Karch e Michael O´Donnell. Esses dois foram as minhas principais referências, porém outros colegas também tiveram papel importante nessa história. Wolf Kirsten, John Harris, Steve Aldana, Paul Terry, Chuck Reynolds entre outros.


Bob é professor titular da disciplina de Global Health na American University em Washington DC e respeitado mundialmente pela expansão da área. Pela regular convivência nos tornamos grandes amigos e tive a honra de algumas vezes ser convidado como professor visitante em sua disciplina para contar sobre o Brasil. Tem diversos artigos publicados e junto com Wolf Kirsten publicou um livro de referência na área – Global Perspectives in Workplace Health Promotion (editora Jones &Bartlett NY) onde 21 autores, membros do pioneiro IIHP (International Institute of Health Promotion) - Austrália, Brasil, Chile, China, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Emir atos Árabes, Índia, Israel, Itália, República Tcheca, Japão, Noruega, Rússia, Singapura, África do Sul, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos escreveram capítulos sobre o cenário em seus respectivos países. Interessante de ser lido, pois dá uma ampla visão dos diferentes modelos de saúde.


Michael por outro lado é o cara que mais conhece sobre o que acontece no campo da promoção de saúde, pois como editor chefe por mais de 15 anos do American Journal of Health Promotion, publicação de referência no segmento, recebeu e revisou trabalhos e pesquisas de todo o mundo para avaliar e publicar no jornal. Tem centenas de artigos publicados e um dos primeiros livros sobre o setor – Health Promotion in the Workplace (Editora Delmar -Thompson Learning) onde também cita o Brasil e a ABQV como uma inciativa diferenciada.


Por diversas vezes estiveram aqui no Brasil durante os Encontros Internacionais de Saúde Corporativa do CPH e, nos US receberam delegações de profissionais brasileiros participantes de Study Tours de benchmarking, onde foram conhecidas práticas de sucesso, novas metodologias e tecnologias além das dinâmicas do mercado.



Conhecimento, experiência, relacionamentos e credibilidade são os pilares nos quais devemos nos apoiar para o crescimento da área e, os colegas atuais têm cada vez mais tornado isso possivel, mesmo durante os momentos difíceis da pandemia, onde saúde tem maior demanda.


Esse é o legado do Bob e do Michael para a saúde... GO AHEAD

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