TELEMEDICINA VEIO PARA FICAR

O MÉDICO DE CONFIANÇA – A MELHOR ALTERNATIVA

A telemedicina surgiu com toda a força durante a pandemia. Médicos e pacientes se perguntam se ela veio para ficar. Pode ser uma vantagem desde que os médicos usem o bom senso e não somente a visão e a audição. A grande maioria das queixas dirigidas à médicos de família podem ser resolvidas virtualmente.


Existem condições onde a consulta virtual faz todo o sentido, principalmente agora onde a exposição pessoal deve ser limitada e a conexão com o médico é crucial. Como a opção é essa, as evidências têm crescido, funcionado bem e mostrado que nesse periodo de confinamento a relação médico-paciente deve ser cultivada. Esse é um novo mundo de oportunidades pois essa relação é um dos valores mais importantes na vida das pessoas, depois da família e dos amigos.


A qualidade dos cuidados médicos é extremamente importante nesse momento. Como fonte de credibilidade para informações de saúde, médicos, farmacêuticos e profissionais de saúde em geral têm suas recomendações e conselhos ouvidos pelos clientes de forma mais forte.


Por outro lado, as empresas continuam a se empenhar para encontrar soluções para o eterno problema do crescimento dos custos médicos e muitas estão considerando trazer para o local de trabalho cuidados primários de atenção à saúde.


Esse caminho tem implicações para a promoção da saúde, pelo fato de que essa demanda poderá ser atendida por provedores bem treinados. Um médico de confiança é o profissional no qual o paciente enxerga competência, credibilidade e capacidade de agir em seu interesse, preservando sua confidencialidade.


Esse atendimento profissional deve passar informações em 3 níveis de atenção:

  • Primária – imunização e educação em saúde e estilo de vida – uma das formas mais efetivas de desacelerar custos em longo prazo

  • Secundária – detecção e tratamento em pessoas com risco ou com fatores pré-clínicos associados – exames por exemplo

  • Terciária – para as situações onde já existe doença estabelecida com o objetivo de restaurar a saúde, minimizando os efeitos negativos da doença e prevenindo complicações

O médico de confiança pode contribuir para mudanças de comportamento pois promove a participação ativa do paciente no processo, levando também ao aumento das habilidades funcionais presentes. Esse ponto é de particular importância em condições crônicas as quais requerem conhecimento, habilidades e capacidade de gestão por parte dos pacientes em seu dia a dia.


Através da ajuda para mudanças de comportamentos e estilo de vida, detecção precoce ou observância de tratamento, a influência direta do médico faz significativa diferença, podendo gerar valor ao paciente, empregadores e sociedade em geral.


Quando essa relação funciona, repercute positivamente na produtividade, na qualidade dos cuidados com a saúde e no engajamento do paciente com a própria saúde. Paciente e médico experimentam o mesmo nivel de respeito, confiança e troca de informações, ambos se sentindo mais confortáveis e abertos a melhores interações.


Os avanços da telemedicina são essencialmente disruptivos. Facilitam alcançar objetivos em tempo mais curto e com menos esforço. Seus potenciais beneficios são muitos assim como seus desafios. Como tantos outros avanços tecnológicos essas disrupções podem ser positivas, levando ao aperfeiçoamento dos cuidados ao paciente ou negativas se fragilizarem a relação médico paciente.


Exemplo clássico dos efeitos positivos da tecnologia é a revolução que o celular causou em nosso dia a dia, permitindo comunicação instantânea com outros, buscas na internet, direções via waze, pagamentos online, porém também gerou efeitos menos desejáveis como a dependência a eles, o que afeta o tempo pessoal e as relações sociais. Então não é surpresa nenhuma que serviços de telemedicina (fornecimento de serviços de assistência médica a distância e educação do paciente na gestão pessoal de saúde) tenham se expandido tão rapidamente e venham consolidando seu espaço na agenda da moderna atenção à saúde.


O que define a relação médico-paciente? A instituição de novas regras e códigos na relação médico-paciente através do ambiente virtual será grande. Hoje muitos dos que pagam a conta demonstram que a relação deve ser estabelecida pessoalmente antes que o pagamento ocorra, mas a telemedicina não desmerece esse escopo de normas éticas da atuação médica, mesmo sendo a primeira consulta virtual.


Manter a ética na relação médico-paciente é muito mais relevante do que discutir se ela é presencial ou virtual.


A prática da medicina e sua concretização no encontro clínico entre médico e paciente é fundamentalmente a atividade necessária para assistir o paciente e aliviar seu sofrimento. A relação entre o médico e o paciente é baseada na confiança, a qual permite ao médico situar o bem-estar do paciente acima de seus próprios interesses ou obrigações. Em geral ela só existe quando o médico atende às necessidades médicas do paciente e exista uma relação de consenso mútuo, desde que o contato virtual for bem conduzido.


A consulta virtual fortalece a relação pelo engajamento do paciente com seu médico, pelo acesso disponível e também porque evita o deslocamento para hospitais ou clinicas, o qual tem custo e tempo de espera maiores.

Apesar da tecnologia ser um caminho diferente, a responsabilidade ética do médico é a mesma. Ironicamente um dos melhores meios de encorajar a adoção da teleconsulta é dar aos pacientes uma face e uma voz familiares do outro lado da tela, o que tornará a consulta mais confortável, tornando os pacientes mais abertos para dividir suas queixas pessoais que em tese poderiam resistir no contato virtual.


Beneficios:

  • Custos menores - eficiente alternativa custo-efetiva

  • Melhor e mais rápida conexão com o médico

  • Evita deslocamento e despesas associadas

  • Melhores resultados do tratamento de pacientes crônicos.

  • Intervenções mais precoces

  • Redução de visitas a hospitais

  • Redução do absenteismo no trabalho e da perda da produtividade

  • Acesso para pacientes que vivem em lugares remotos

Desafios:

  • Barreiras legais para a prática profissional

  • Reembolso

  • Modo como afeta a interação médico-paciente

  • Exame médico pessoal

  • Continuidade dos cuidados

A telemedicina pode intensificar a colaboração entre o paciente e o médico tornando melhor o acesso à equipe médica e reduzindo os custos médicos quando usada em toda a extensão da assistência médica. O médico que não teve um contato direto ou não tem relação com o paciente deve agir de forma adequada para estabelecer uma relação nos padrões utilizados durante a consulta presencial.


Como outras tecnologias que oferecem grandes conveniências, a telemedicina continuará a crescer. Deverá ser um caminho relevante na educação continua do paciente, bem-vinda tanto por ele quanto pelo paciente. Um médico de confiança pode especificamente fornecer assistência e fazer a diferença na vida e na produtividade dos usuários e consequentemente das empresas.


Uma assistência eficaz requer conhecimento da história médica assim como dos valores, preocupações e crenças do paciente. Essas questões se tornam ainda mais importantes pelas dúvidas e incertezas atuais consequentes à pandemia. GO AHEAD.

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