TERAPIAS ALTERNATIVAS – Profissional flexível faz bem para a Saúde


Se vida ativa, suplementos, alimentos naturais, meditação, etc, são prescrições aceitas para prevenir ou atenuar doenças e aprimorar a saúde, porque a intolerância de uma parte de colegas médicos pela medicina alternativa?



Na década de 80, quando na cirurgia infantil, estive como Foreign Fellow do Pediatric Surgery Departament no Great Ormond Street Hospital for Children (GOSH) em Londres, situado na Great Ormond Street, centro internacional de excelência em assistência a crianças, situado na mesma rua do Royal Hospital of Homeopathy, hoje denominado Royal Hospital for Integrated Medicine.


Eu morava em Kensigton e diariamente pegava o “tube”na estação South Kensington, descia na estação Holborn e caminhava algumas quadras até o GOSH. Obrigatoriamente passava em frente ao hospital homeopático e nunca havia me ocorrido a existência de um hospital homeopático que me arrependo de não ter visitado!


Fundado em 1843 por Frederick Quin que trabalhou com Hahnemann (fundador homeopatia) até hoje é especializado em medicina alternativa e integra a NHS Foundation Trust da University College of London É o maior fornecedor do setor público de medicina complementar na Europa.

Refletir sobre a contribuição da medicina alternativa é obrigatório para nós médicos. Intolerância não é algo bom para se contemplar, mas para quem está envolvido com medicina complementar parece fazer parte do dia a dia. Ela é subliminar mas existe.


Por suas práticas e procedimentos não fazerem parte da medicina convencional (alopatia), não usando medicamentos controlados, antibióticos e fármacos em geral, sua evolução é mais lenta.

Sua principal característica é que o tratamento está focado no doente e não no sintoma da doença. São boas opções para a manutenção da qualidade da saúde já que muitas delas pregam o equilíbrio nos vários aspectos da vida. Elas existem mais para prevenir e não para curar. Funcionam como complemento para um tratamento convencional.

Nada substitui a confiança que você tem no seu médico, seja ele ortodoxo ou alternativo. Portanto, se houver suspeita da existência de alguma doença mais séria, como o câncer ou uma infecção que não passa, seu médico de confiança certamente será o mais apto para fazer o diagnóstico correto.

Constatei pessoalmente uma intervenção cirúrgica a céu aberto, onde a anestesia da criança foi um mix anestesia convencional e anestesia chinesa por acupuntura. Um time de anestesistas de Pequim veio a Londres para demonstrar a técnica e, nós estagiários pudemos acompanhar no anfiteatro cirúrgico. A indução por agulhas torácicas levou mais tempo que o normal e de resto tudo correu bem durante todo o tempo cirúrgico. Na unidade de recuperação anestésica (Woodpecker Ward), a analgesia teve duração de quase 24 horas (normal é por volta de 6 horas), a dose de analgésicos prescrita após esse periodo foi 80% menor e o volume de anestésico usado (halotano) foi consideravelmente menor…bom para todos, equipe cirurgia e paciente.

Um fato interessante é que a unidade cirúrgica se chama Chamaleon Ward e as alas (wards) do hospital recebem nome de animais para que as crianças se sintam num ambiente mais amigável - elefante, águia, urso, pelicano, jacaré, tigre, girafa, coala, etc

Fatos como esses acima descritos mostram que o caminho da medicina e da saúde deve considerar e incorporar alternativas como medicina ayurvédica, chinesa, antroposófica, entre outras e nada pode ser descartado.


Conhecê-las é importante e útil para os profissionais de saúde e felizmente isso tem acontecido. GO AHEAD



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